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Supercafés valem o investimento?
Supercafés valem o investimento? A cafeína (já presente no cafezinho) é a de mais evidência. TCM, especiarias, vitaminas e CoQ10 têm menos. Veja o que pesar.
· Atualizado em · 2 min de leitura
Foto: Debashis RC Biswas / Unsplash
Resposta rápida: nos supercafés, o componente com mais evidência de melhora de performance é a cafeína — que o cafezinho comum já oferece. Os extras (TCM, especiarias, vitaminas, minerais, coenzima Q10) têm menos evidência. Não é errado nem milagre: é um acessório opcional. Vale a pena se você gosta do sabor, sente o efeito e acha que o custo-benefício compensa pra você.
A evidência: a estrela é a cafeína #
Pensando em evidência científica, dos componentes incluídos nesses cafés, o que tem maior comprovação de efeito ergogênico (melhora de performance) é a cafeína. E isso o cafézinho tradicional já entrega. (Falo da cafeína em detalhe — dose, timing, metabolização — no post de cafeína e performance esportiva.)
Além da cafeína, a maioria traz outros componentes — com menor nível de evidência, mas que alguns estudos apontam benefícios. Vamos entender um pouquinho sobre cada um?
Além da cafeína #
- TCM (triglicerídeos de cadeia média): fonte de energia (da gordura) de rápida absorção, que ajuda também na saciedade. Interessante pra estratégias mais cetogênicas, jejum… Pra exercícios mais intensos, não substitui o carboidrato, mas funciona como suporte “extra” de energia.
- Especiarias (canela, gengibre, pimenta…): têm um leve potencial termogênico.
- Vitaminas (complexo B, por exemplo) e minerais.
- L-tirosina: aminoácido precursor de dopamina, o neurotransmissor da motivação (foco e concentração).
- L-carnitina: envolvida na geração de energia a partir da gordura.
- Coenzima Q10: fundamental pra produção energética — a suplementação é interessante quando existe alta demanda ou sinais de disfunção mitocondrial.
E é necessário? #
A grande questão é: você precisa desses componentes, e na dosagem que vem ali? Na prática clínica, sempre é preferível individualizar a suplementação. Por isso, eu não costumo prescrever esses cafés — mas, se o paciente já usa, eu considero isso no plano alimentar :)
Incluir ou não na rotina depende de você. Cada um decide se vale o investimento pra si: vale experimentar, ver se gosta do sabor, observar os efeitos em você… e aí sim colocar o custo-benefício na balança.
Fica a critério pessoal: você sente o efeito ao tomar? Gosta do sabor? Acha que vale o preço? Eu, particularmente, gosto e consumo — mas sei que é um “acessório” de uso opcional.
Quer entender o que realmente faz diferença na sua suplementação (e o que é só marketing)? Dá uma olhada na página de suplementação — e, se quiser um plano feito pra você, marque uma consulta. ☺️
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre o tema
Supercafé funciona e vale a pena?
O componente com maior comprovação de efeito ergogênico (melhora de performance) é a cafeína — e isso o cafezinho tradicional já oferece. Os demais componentes dos supercafés (TCM, especiarias, vitaminas, minerais, CoQ10) têm menor nível de evidência. Por isso, vale a pena é uma decisão individual: depende do sabor, do efeito que você sente e do custo-benefício pra você.
O que tem nos supercafés além da cafeína?
Geralmente TCM (triglicerídeos de cadeia média), especiarias (canela, gengibre, pimenta), vitaminas (como as do complexo B) e minerais, coenzima Q10, e às vezes aminoácidos como L-tirosina e L-carnitina. São componentes com menor nível de evidência que a cafeína, mas que alguns estudos associam a benefícios.
Para que serve o TCM no café?
O TCM é uma fonte de energia (proveniente da gordura) de rápida absorção, que também ajuda na saciedade. É interessante para estratégias mais cetogênicas e de jejum. Para exercícios mais intensos, ele não substitui o carboidrato, mas funciona como um suporte 'extra' de energia.
Vale a pena trocar o café comum pelo supercafé?
Depende de você. A cafeína, que é o que tem mais evidência, você já tem no café tradicional. O resto é um 'acessório' opcional. O ideal é experimentar, ver se gosta do sabor, observar os efeitos em você e só então colocar o custo-benefício na balança.